Sex, 26 de Fevereiro de 2010 11:43
Caso a Prefeitura de João Monlevade e o Hospital Margarida não entrem em um acordo com relação à renovação do contrato do repasse mensal de verba para pagamento de médicos plantonistas (que termina em março), o Pronto Socorro da entidade será mesmo fechado. A afirmação é do provedor do Hospital, Lucien Marques.
Segundo ele, a direção da unidade de saúde se reuniu nesta semana com o conselho da Sociedade São Vicente de Paulo, entidade mantenedora do Margarida. Na oportunidade, os conselheiros deram total autonomia para a direção fechar o Pronto Socorro caso o acordo com o Executivo não seja favorável.
Lucien explicou que são três as opções que a Sociedade São Vicente de Paulo apresentou à direção do HM, para que sejam encaminhadas à Prefeitura. A primeira é que o município cubra, de forma integral, todos os gastos do Pronto Socorro. Isso porque, segundo Lucien, mesmo com o repasse mensal de R$260 mil e com os pagamentos recebidos pelo Margarida do SUS e das consultas particulares, o Hospital tem ainda que retirar de seu caixa mais R$40 mil por mês.
A outra opção é o Margarida ceder o primeiro andar do prédio onde vai funcionar o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) para que o Pronto Socorro funcione com a parceria entre a casa de saúde e a Prefeitura. A terceira via é mais radical. Caso nenhuma das duas opções seja atendida, a direção do Hospital tem total autonomia para fechar o Pronto Socorro.
O Hospital tem tentado se reunir com a Prefeitura, mas tem encontrado dificuldades. Na nesta semana, a Prefeitura mandou cancelar um encontro agendado para a última quarta-feira. E para piorar o quadro, a Prefeitura atrasou em dez dias o repasse acordo com o hospital, que está tendo dificuldades para conseguir médicos plantonistas. O governo anunciou que vai fazer o pagamento hoje (26) e que o atraso foi devido a “indisponibilidade de caixa”.
Até março é o prazo para que a Prefeitura e Hospital Margarida têm para entrar em um acordo. O município quer continuar com os repasses, mas impõe várias condicionantes ao hospital, como fornecimento de alimentação a pacientes do PA e serviços de lavanderia gratuitos a todos os postos de saúde da cidade. De antemão, o Hospital Margarida já adiantou que os pedidos da Prefeitura são inviáveis, a não ser que o município pague pelos serviços.





